terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

LANTERNA DO CAMPEONATO MARANHENSE PROVOCA ‘CLIMÃO’ ENTRE DEPUTADOS NA ASSEMBLEIA

Fernando Pessoa trocou acusações com Rigo Teles por conta do Cordino

Blog do Jorge Vieira - O clima esquentou nesta manhã de terça-feira (19) no plenário da Assembleia Legislativa por conta do time de futebol do município de Barra do Corda, o lanterna do Campeonato Maranhense. Em discurso na tribuna, o deputado Rigo Teles detonou a diretoria do Cordino e acusou seus dirigentes de atrasar os salários dos jogadores, sucatear o clube e o estádio onde são realizados os jogos oficiais.

Segundo Teles, “os jogadores (do Cordino) estão com salários atrasados, sem medicamentos, falta de incentivo, o estádio Leandrão está abandonado. Tem dinheiro da Federação Maranhense, da CBF e queremos saber para onde está indo se não está indo para os jogadores”.

Presente em plenário, o deputado Fernando Pessoa, que é da região e possui laços estreitos com Barra do Corda, saiu em defesa do clube de futebol e da diretoria, rebateu as acusações e acusou a família de Rigo Teles de ter feitos negócios escusos com o time que é mantido pela prefeitura.

Pessoa não se contentou apenas com a defesa e partiu para o ataque: “O deputado Rigo Teles esqueceu da administração anterior quando a família dele comandava a prefeitura e o time de Barra do Corda deixou problema”. Entre os problemas estaria a emissão de cheques sem fundo.

Conforme Fernando Pessoa, “tem vários cheques voltando em nome da família dele (Rigo Teles), do irmão dele, aquele que é procurado pela polícia do Maranhão pela morte do sem-terra Miguelzinho”. Ele disse ainda que “o tempo de prepotência de arrogância da família dele já acabou em Barra do Corda. Hoje o patrocinador do Cordino é a prefeitura de Barra do Corda. Não tem nenhum outro. Precisamos de ajuda. A família dele fazia vários negócios com o Cordino”, acusou.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

BOMBA, BOMBA E BOMBA! Cléber Verde é citado em escândalo de corrupção

Deputado Cléber Verde
Um levantamento feito pelo Jornal Nacional, com base nas prestações de contas registradas nos tribunais regionais eleitorais, aponta que ao menos 51 candidatos a deputado federal e estadual podem ter servido na última eleição como laranjas para que partidos desviassem recursos do fundo eleitoral.

No Maranhão, uma candidata usou dinheiro público para confeccionar mais “santinhos” de campanha do que a população do estado inteiro. O estado tem 7 milhões de habitantes.

Em São José de Ribamar, na região metropolitana de São Luis, a candidata a deputada estadual Marisa Rosas, do PRB, mandou fazer 9 milhões de “santinhos”. De acordo com a prestação de contas à Justiça Eleitoral, ela gastou quase R$ 600 mil com campanha. Obteve somente 161 votos.

Além dos milhões de “santinhos”, ela confirmou que mandou fazer 1,25 mil bottons.
Gráfica de suposto esquema de Cléber Verde
Gráfica de suposto esquema de Cléber Verde

Indagada se é muito material para pouca gente, ela respondeu: “pode se dizer que sim, se você está mensurando a quantidade do Maranhão, pode até se dizer. Mas, na hora, a gente não trabalha somando bottons, a mesma coisa do ‘santinho'”, disse.

Marisa Rosas disse que confiou nos colegas de partido para contratar as três gráficas que receberam, só dela, R$ 540 mil. Ela disse que confiou na gráfica e no partido. “Não só na gráfica, porque a gráfica mandava entregar no diretório, na central do partido”, afirmou.

Uma das gráficas fica em Tuntum, a 450 km de São Luís. Só nessa gráfica, segundo a prestação de contas, ela gastou R$ 460 mil.

A gráfica pertence a um filiado ao partido. Recebeu outros R$ 580 mil reais para confeccionar material de campanha para o deputado federal Cleber Verde, presidente do diretório estadual do PRB.

Cabe ao presidente do diretório participar da decisão sobre onde são aplicados os recursos eleitorais.

O PRB declarou que, no ano passado, determinou que os candidatos deviam assinar um termo assumindo a responsabilidade pela correta aplicação dos recursos do fundo de financiamento, prestar contas e devolver o que não usaram na eleição. E isentando o diretório nacional de responsabilidades por má gestão.

O PRB afirmou que acredita na participação feminina na política, mas que a obrigatoriedade de um percentual de vagas para mulheres precisa ser rediscutida.-

O deputado federal Cléber Verde (PRB-MA) declarou que os recursos da cota de mulheres foram usados única e exclusivamente nas campanhas delas. Segundo ele, a gráfica foi escolhida pela qualidade e pelo preço acessível.

Verde também disse que Marisa das Rosas é militante do partido e que o resultado de uma eleição é imprevisível para qualquer candidato.

O TRE do Maranhão declarou que a prestação de contas de Marisa das Rosas está sendo analisada.

(Com informações do G1MA)